Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, analisa o mercado secundário e o risco de liquidez pós-operação da Polícia Federal.
Como CIO da Gordon Capital, preciso trazer um alerta técnico e realista sobre o que está acontecendo nos bastidores e como você deve proteger o seu patrimônio.
O Movimento do Mercado Secundário: Institucionais vs. Pessoa Física
É nítido que grandes investidores institucionais estão tentando repassar o risco dessas posições para o investidor de varejo. O motivo? A proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Enquanto a pessoa física possui a cobertura de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, as pessoas jurídicas e grandes fundos, em geral, ficam descobertos em caso de liquidação.
Não se iluda com o rendimento de 135% do CDI em um momento como este. O prêmio alto reflete diretamente o risco de crédito da instituição e, principalmente, um severo risco de baixa liquidez caso o dinheiro fique travado em um processo de intervenção ou liquidação.
Qual é o parecer e recomendação da Gordon Capital?
Para quem está olhando de fora, o prêmio não compensa a incerteza. Para quem já possui esses títulos na carteira, nossa recomendação é clara:
- Monitore o limite do FGC: Certifique-se de que o valor total alocado (principal + juros acumulados) não ultrapasse o teto de R$ 250 mil.
- Redução de Exposição: Caso tenha posições acima do limite garantido pelo FGC, o ideal é buscar o desinvestimento dessas frações excedentes o quanto antes.
- Foco em Liquidez: O desenrolar desta história está apenas começando. Em momentos de estresse contábil, a preservação de capital e a liquidez devem sempre prevalecer sobre taxas infladas.
Na Gordon Capital, prezamos pela diligência rigorosa dos emissores antes de qualquer alocação. Conte conosco para revisar o perfil de risco da sua carteira.
